Nem sempre aplicamos tudo aquilo que sabemos. Existe uma teoria que diz que agimos somente por interesse próprio. Você não segue o seu interesse todo o tempo. Porque quando a emoção aparece, as coisas mudam completamente.

É fundamental sabermos o que nos move e explorarmos onde estamos, por duas razões:

  1. Para contribuirmos melhor para nós mesmos, logo para a sociedade;
  2. Para não apenas compreendermos melhor as outras pessoas, mas também estimá-las mais, e criarmos os tipos de conexões que podem resolver os desafios que temos hoje na sociedade.

A realização e a satisfação

Líderes eficazes possuem a habilidade para moverem-se de modo constante, assim como para motivar os outros para a ação, porque eles compreendem as “forças invisíveis” que nos moldam. “O que faz a diferença na qualidade de vida das pessoas?” e “o que faz a diferença no desempenho das pessoas?”. Como produzir resultados agora, como fazer mudanças de forma rápida? o que define a capacidade das pessoas de contribuir, de fazer algo além de si mesmas? Olhando para a vida, há 2 lições principais :

  1. Ciência da realização (achievement) – Como transformar um sonho em realidade, seja: negócios, dinheiro, contribuição, corpo, família? Ciência é de fácil aplicação. Uma vez conhecidas as regras, escreve-se o código de conduta, o seguimos colocando-o em prática, e se consegue alcançar os resultados. Uma vez conhecido o jogo, todas as regras já são conhecidas.
  2. Arte da satisfação (fullfilment) – Esta é raramente dominada. A razão é que ela tem a ver com a apreciação e a contribuição. Você só pode sentir tudo isso por si mesmo, e não consegue ir muito longe sozinho. A pergunta certa é : Por que pessoas que possuem todos os recursos, família, dinheiro, educação, acabam desperdiçando suas vidas em reabilitação, e outras pessoas que passaram por muita dor e sofrimento (psicologicamente, sexualmente, espiritualmente, emocionalmente), não sempre mas frequentemente, se tornam algumas das pessoas que mais contribuem para a sociedade ?

Então, a questão que devemos nos colocar é “o que nos molda?”. A maioria da sociedade acredita que destinos já estão traçados. Mas, o que devemos nos lembrar (e não só intelectualmente, porque podemos saber algo intelectualmente, saber o que fazer, mas não saber usar nem aplicar) é que a decisão é o poder supremo. Todo mundo já fracassou uma vez ao tentar fazer alguma coisa. E quando apontam as causas do fracasso, quais as razões que todas têm em comum? São reclamações por causa de recursos que faltavam. Foi a falta de tempo, dinheiro, tecnologia, contatos, experiência, gerenciamento. Mas o fator decisivo nunca são os recursos, mas sim a engenhosidade (resourcefulness). Criatividade, Determinação, Amor/Cuidado (Caring), Curiosidade, Paixão. 

Se você sente emoção, comunicar-se com toda emoção provavelmente fará você vencer. Se temos a emoção certa, podemos realizar qualquer coisa, ultrapassar todos os obstáculos. Este é o recurso supremo. Mas não é essa a história que nos contam.

Decisão

Se decisões moldam destinos, o que os determina são 3 decisões:

  1. No que eu vou me focar? O foco é o sentimento. Agora mesmo, você precisa decidir no que vai focar. Neste preciso segundo, e de modo consciente ou inconsciente. No passado, no presente ou no futuro, para si ou para os outros. E, no minuto em que você decide em que se focar, deve dar algum significado a isso;
  2. O que isso (meu foco) significa? O seu significado produz emoção. Isso é o fim ou o começo, uma recompensa de Deus, uma punição ou o acaso? Uma emoção, então, cria o que nós vamos fazer, ou seja, a ação;
  3. O que eu vou fazer? Vai desistir ou ir em frente?

Clique aqui para saber porque você deve fazer o que deseja.

Nos últimos 5, 10 ou 15 anos, quantas decisões você tomou, e que se fossem outras, sua vida seria completamente diferente? Como seria se o Google decidisse vender a tecnologia ao invés de criar sua própria cultura? E alguém como Lance Armstrong (capeão mundial de volta em bicicleta) que descobriu que tinha câncer no testículo? Mas qual foi sua decisão sobre no que se focar? Diferente das outras pessoas. O que isso significou? O câncer foi o começoO que ele fez? Seguiu em frente. Lance Armstrong venceu sete campeonatos sem nunca ter ganhado um campeonato sequer antes do câncer, porque adquiriu o treino emocional, a força psicológica. Essa é a diferença que se vê na maior parte das pessoas.

O que Molda as Pessoas

O que moldou Lance? O que molda você? Penso que 2 forças invisíveis.

  1. Estado (No Momento). Todos nós tivemos momentos na vida em que dissemos “não acredito que disse ou fiz aquilo!”, ou em outros em que pensamos ” esse era eu?!”. E nada teve a ver com habilidade, mas com o seu estado físico e emocional;
  2. Modelo do Mundo (à longo prazo). O seu modelo (a percepção) do seu mundo é o que o molda a longo prazo. É o filtro, o que faz você tomar decisões. O formador de significado, de emoção e da ação.

Quando queremos influenciar alguém, temos que saber o que já o influencia. E isso é constituído de 3 etapas, na minha opinião.

  1. Qual o seu alvo? O que você busca? Não são os desejos, metas ou objetivos, mas as necessidades.
  2. Mapa mental. Uma vez que você sabe qual o alvo que o move e você o descobre verdadeiramente (você não o forma, o descobre), então você descobrirá o seu mapa, isto é : quais os sistemas de crenças que dizem como você consegue satisfazer essas necessidades. Algumas pessoas acreditam que é destruindo o mundo, outras construindo algo, amando alguém.
  3. O combustível emocional que você escolhe define sua ação.

As 6 Necessidades Humanas

1. Certeza. Todos precisam de certezas para evitar dor e pelo menos sentirem-se confortáveis. Se você não tem certeza sobre sua saúde, filhos, dinheiro, você não pensa em nada. Mas, mesmo procurando sempre a certeza (com certeza total – sabendo o que vai acontecer, como e quando) as coisas se tornariam um tédio. Por isso nosso inconsciente, em sua infinita sabedoria, nos deu a segunda necessidade, a incerteza.

2. Incerteza. Precisamos de variedade, de surpresa. Queremos as surpresas que queremos, mas as que não queremos nós chamamos de problemas. E precisamos de problemas, por que eles nos fazem agir em direção da procura de soluções.

3. Importância do significado. Todos precisamos nos sentir importantes, especiais, únicos. As pessoas conseguem isso ganhando mais dinheiro, tatuando-se, colocando piercing, através da esprititualidade, etc. De qualquer forma, a maneira mais rápida de se conseguir isso, se você não tem passado, nem cultura, fé e recursos, ou engenhosidade, é por meio da violência. Se coloco uma arma na sua cabeça e moro num beco, numa favela, nesse momento me sinto importante, tenho certeza de que você vai responder, e também tenho a incerteza (ninguém sabe o que vai acontecer), e isso é a variedade da situação. E tem significado. Então você vai querer arriscar a sua própria vida por isso. E é por isso também que a violência sempre existiu, e vai continuar existindo, a não ser que tenhamos uma mudança de consciência, como espécie humana. Você pode conseguir significado de diversas formas, mas para ser importante, deve ser único e diferente.

4. Amor e Relacionamento. Todos realmente precisamos e queremos isso. A maioria das pessoas busca relacionamento porque o amor assusta. Todos já se machucaram em uma relação íntima. E vão se machucar de novo. Mas a verdade, é que precisamos disso. Podemos sentir amor por intimidade, por amizade, por oração, por andar na natureza, ou por um cachorro ou um gato.

Todo ser humano encontra como satisfazer essas 4 necessidades. São chamadas as necessidades da personalidade. Mas, as últimas duas necessidades vêm do espírito, e é delas que deriva a satisfação. E você não consegue a satisfação de modo muito rápido.

5. Desenvolvimento (Growing). Para conseguir satisfação você precisa evoluir. Se um relacionamento não está se desenvolvendo, se um negócio não está se desenvolvendo, se você não está se desenvolvendo, não importa quanto dinheiro você tenha, quantos amigos você tenha, quantas pessoas amam você. Você se sente mal. E a razão para evoluir, em minha opinião, é que precisamos ter algo de valor para oferecer.

6. Contribuir além de si mesmo. Todos sabemos, mesmo parecendo meio sentimental, que o segredo da vida é doar. A vida não é sobre “eu”, é sobre “nós”, e é o que entusiasma. Quando as pessoas doam, elas sentem um apelo para o fazer, pode-se ver a mudança nelas, e isso pode tocar outras pessoas no mesmo sentido de comportamento.

As Decisões de um conhecido

Um conhecido meu contou-me como sua vida foi tocada: 

“Quando tinha 11 anos, no Dia de Ação de Graças, sua família não tinha dinheiro nem comida. Seu pai estava sem rumo, sua mãe o tentava ajudar a compreender o quão ruim ele era, e alguém veio à porta deles e entregou comida. Seu pai tomou três decisões. Seu foco foi “Isto é caridade”. O que isso significa? “Eu não valho nada”. O que tenho que fazer? “Deixar minha família” (Foi o que ele fez). Minhas três decisões me deram um caminho diferente. No que focar? “Há comida!”. Segundo, – isto foi o que mudou minha vida, o que me moldou como ser humano – “É presente de alguém, e eu nem sei quem é”. Meu pai sempre dizia “Ninguém se importa”. E, de repente, alguém que eu não conheço, sem pedir nada, nos procura e entrega comida. Isto me fez pensar – o que significa? “Estranhos se importam”. O que me fez decidir que “se estranhos se importam comigo e com minha família, eu devo me importar com eles”. O que vou fazer? “Vou fazer algo que faça a diferença”. Minha meta por anos foi ter dinheiro suficiente para alimentar duas famílias. Foi a coisa mais divertida que fiz na minha vida, a mais tocante. No anos seguintes conseguia alimentar quatro. Não contei a ninguém o que estava fazendo. No ano seguinte oito. Não estava fazendo isso para ganhar pontos, mas depois de oito famílias eu pensei, caramba, eu poderia usar alguma ajuda. Então eu envolvi meus amigos, criei 11 empresas e constituí uma fundação. Agora, 18 anos depois, no último ano alimentamos 2 milhões de pessoas em 35 países através da fundação, e tudo isso durante os feriados do Dia de Ação de Graças e do Natal. Eu não lhe digo isso para me vangloriar, mas sim porque sinto orgulho dos seres humanos. Porque eles se motivam a contribuir uma vez que tenham a chance de experimentar isso, e não por conversar sobre isso.”

Todos temos as mesmas necessidades, mas o sistema que está no topo o desloca para uma direção diferente. Você valoriza mais a certeza ou a incerteza? Conforme você se move em uma direção, você tem um destino. A segunda peça é o mapa mental. Ele é o sistema operacional que diz como chegar lá onde você deseja. Algumas pessoas têm um mapa mental que diz “vou salvar vidas mesmo que eu morra por outras pessoas”, e se tornam bombeiros. Outras têm um mapa mental que diz “vou matar pessoas” e para fazê-lo se tornam soldados. Eles estão tentanto encontrar as mesmas necessidades de importância, tentam honrar a Deus ou suas famílias, mas possuem um mapa mental diferente. Se você tem um alvo e um mapa mental, imagine que suas crenças garantem que você vai para onde você quer chegar. A última peça é a emoção. Há dezenas de palavras na língua portuguesa para representar emoções. Mas se eu pedisse à 20.000 pessoas para escreverem todas as emoções que tiveram em uma semana normal, dando todo o tempo que precisassem, as pessoas anotariam menos de 12. E metade delas as fazem sentirem-se mal.

Pergunto : “Quando as pessoas começam apreciando a vida? Creio que, por exemplo, quando encaram a morte”. E pergunto-lhe então : “se dentro de nove dias você fosse morrer, para quem iria ligar, o que iria dizer, o que iria fazer?”. 

Naquela noite, quando aconteceu o 11 de setembro, uma mulher, cujo namorado anterior havia sido sequestrado e assassinado, tinha sido pedida em casamento pelo novo namorado e tinha dito não. Ele disse “se você sair agora e for para o Havaí, acabou”. Ela disse “acabou”. Quando ela terminou de trabalhar naquela noite, ligou para ele e deixou uma mensagem no topo do World Trade Center, onde ele trabalhava, dizendo “Amor, eu te amo, eu só quero que você saiba que quero me casar com você. Eu fui uma estúpida”. Ela estava dormindo, porque eram 3 da madrugada, quando ele ligou de volta do topo e disse “amor, eu não sei como dizer isso. Você me deu o maior presente de sempre, mas eu vou morrer”. 

Tudo que eu posso lhe dizer é que esta pode ser uma mensagem para você. 

De agora em diante, dê o máximo de si, ame ao máximo. Não deixe nunca nada parar você.

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